PRODUÇÕES PSÍQUICAS E O SENSO DE REALIDADE

Estamos, neste texto, abordando duas temáticas que ao se fundirem nos traz, por si só, indicadores importantes da imensidão que é vida psíquica. Nossa psique transcende o nosso corpo físico, mas a psique não existe sem o corpo físico. Somos como uma imensa biblioteca “misteriosamente” acoplada em uma mochila escolar.

Temos como parâmetro de realidade a ideia comum que, como seres humanos, possuímos dos objetos, dos fenômenos naturais… e de tudo mais que exista. Isso dentro de uma perspectiva cultural de um determinado grupo. A absorção do senso de realidade é desencadeada na visão crítica de normalidade, isso também dentro de uma perspectiva cultural de um determinado grupo. O termo “normal” é concebido culturalmente como o conjunto de balizas que torna um indivíduo um ser sociável e capaz de tomar as suas decisões sem as interferências desiquilibradas de pensamentos tidos como desajustados.

As produções psíquicas é um dos assuntos mais complexos, dentro do campo psicológico (mental) é um dos mais difíceis de ser discutido, pois estas, as produções psíquicas, são fundamentadas na cultura em que cada indivíduo se desenvolve, nas suas experiências e nas suas próprias inferências.

As produções tecnológicas tomaram rumos mais complexos quando o homem começou a ter como base a si mesmo mais que os fenômenos externos, pois as grandes tecnologias dos últimos tempos têm como referencial maior o corpo e a mente humana.

A cada dia, para que exista um equilíbrio entre o senso de realidade do próprio individuo com relação ao mundo, torna-se necessário que esse se conheça e reflita sobre sua relação com o mundo (pessoas, objetos e tudo mais). Conflitos interiores atrapalham a visão da realidade que cerca cada indivíduo.

Por: Edson Carlos de Sena – Psicanalista

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